Ontem no “Saturday night live” (sou fã) teve um quadro em que um personagem perguntava a outro: “Com o quê seu pai trabalha?” - o outro:“Ele vende Wikipedias” - o primeiro: “mas Wikipedia é gratuita, na internet”- o outro:“Então é por isso que somos tão pobres”. Esta piada lembra o ótimo argumento de Scot Turow (e outros) sobre pagamento e copyrights, como sendo os reais fomentadores da criatividade.
O disco de estréia de Lurdez da Luz foi um dos melhores lançamentos de 2010, apesar de não constar em nenhuma das listas “oficiais” (que eu tenha lido, pelo menos). Simples, direto e inventivo, tem, também umas melhores faixas de abertura de discos brasileiros recentes; “Por um punhado de palavras”.
“Clap your hands everybody, é na palma da mão, é na palma da mão”
Eis o videoclipe que dirigi para a nova gravação de “Clariô”, feita por Arícia Mess (com a participação de Leo Cavalcanti). A curiosidade sobre este vídeo, é que todas as imagens foram feitas em Londres, basicametne no gueto jamaicano de Porto Bello road, na Londres de 1971, originalmente para um filme que abandonei sem concluir, de que já usei algumas imagens no videoclipe para “Cindy Lee” (2003).
Vi, ontem , num documentário na GNT,que o nome Diesel vem do alemão Rudolf Diesel, inventor do motor de combustão interna (no comecinho do século XX) e que este (e esta foi minha surpresa) era originalmente movido a óleo de amendoim, um bio-combustivel, portanto. Só depois a gasolina foi introduzida pela Standard oil Este doc. que tem um tom bastante catastrófico (de 2008), conta, também, que na Suécia, até 2020, serão eliminados todos os transportes movidos pelos poluentes combustiveis fósseis! Incrivel! Tá mais do que na hora do Brasil, também, acelerar pesquisas e projetos nesse sentido, para equilibrar com a enorme quantidade de petróleo que será obtida pela exploração do Pré-sal!
Hoje, na hora em que fui votar, o trânsito de carros estava mais intenso ainda que no primeiro turno (pelo menos na região em que voto, aqui em São Paulo). Mais um motivo pra pensar numa questão que está ”no ar". Logo, agora, que é o momento (aqui e no mundo) pra se investir, cada vez mais, em transporte coletivo de qualidade e no desenvolvimento de novos combustiveis não poluentes, descobriu-se esta enorme reserva de petroleo na camada do pré-sal. Se, por um lado isso significa uma verdadeira fortuna em dinheiro pro Brasil (o que é muito bom, claro!), por outro, como numa ironia trágica, será que nossos meios de transporte e o ar (nosso e do planeta) vão ficar réfens do diesel e da gasolina gerada por esta economia? Votaria, com convicção e otimismo, num candidato (a) que encarasse esta questão complexa e crucial, de frente, e já começasse a procurar soluções.
Leio que o governo da Inglaterra (do partido ”conservador"), fará enorme cortes de despesas públicas, inclusive de 30% no orçamento militar, mas não tocará em seu caro mas exemplar e abrangente sistema de saude pública. Eu, mesmo, e outros brasileiros, quando lá estávamos, usufluíamos deste serviço gratuito, eficiente e ”relax", sem burocracia, que não discrimina nem classes sociais nem nacionalidades. Muito bom!
Adolescente ainda, assisti a ”Arena conta Zumbi", peça musical de Guarnieri e Boal, algumas vezes, na sua primeira montagem, acho que em 1965 e adorei. E mais, a bela trilha composta por Edu lobo, da qual eu tinha o disco, creio que foi uma das coisas que tiveram influência formativa no compositor que me tornei, anos depois, especialmente nas canções para as peças ”A farra da terra", do Asdrubal e para o ”Ham-let", do Oficina.
Adoro ”Moby Dick"! Junto com ”Os sertões", são os livros que mais me impressionaram, até hoje. E olha que só conheci a ambos, meio tardiamente, há alguns anos! Também sou fã de Michel de Montaigne. Lendo ”Billy Budd,o belo marinheiro" outro livro ótimo de Herman Melville, vejo que ele também gostava de Montaigne, ”um autor que, livre das convenções e de hipocrisia, com honestidade e bom senso, filosofa sobre realidades". Demais!
Acho ”Le Noise"o disco novo de Neil Young, a coisa mais interessante que ouvi, recentemente, na cena do rock internacional. Sozinho, com a ótima produção do também canadense Daniel Lenois, ele fez um disco de canções folk e ”rock psicodélico" (portanto bem ”sixties", nas suas origens) com uma pureza e uma atualidade, arrebatadoras! Demais! Eis o vídeo da faixa de abertura.
Para quem passa pelos bares daqui de Vila Madalena, em que há música ”ao vivo" (mesmo sem entrar neles), é fácil se constatar a enorme popularidade de Djavan e de seu belo repertório, pois em 50% deles o cantor ou cantora está cantando uma de suas canções. Sábado, depois de muitos anos, fui a um show dele e adorei vê-lo, com sua bela voz, cantar junto com a imensa platéia, muitos destes sucessos.
Adorei o ”Samba na Gamboa", programa conduzido por Diogo Nogueira, ontem, na TV Brasil, com descendentes de grandes sambistas. Entre estes, estava Juliana Diniz, neta de Monarco e filha de Mauro Diniz (além de ser afilhada de Zeca Pagodinho). Como ela mesmo disse, ela é uma ponta da ”escadinha" da grande tradição da Portela. Não conhecia esta graça de moça que canta e compõe muito bem. Quantas boas surpresas o Samba sempre nos faz! Salve!
Adoro Lima Barreto desde quando lí, pela primeira vez, na adolescência, ”Triste fim de Policarpo Quaresma", sem dúvidas, um dos melhores livros em lingua portuguesa, em qualquer tempo. Na Folha de domingo passado tem um texto (que ainda era inédito) desde grande carioca, muito engraçado e culto, que parece anunciar, no estilo, as melhores crônicas do nosso Luis Fernando Veríssimo. Muito bom!
Gostei da entrevista do empresário Eike Batista (de quem eu não conhecia a cara, nem de foto), ontem no ”Roda viva: dinâmico, direto nos assuntos e sem vergonha de dizer que é ”altamente competitivo". O contrário da entrevista da candidata (que, tudo indica, será eleita no primeiro turno) Dilma Roussef, ontem no ”Jornal da Globo": cheia de evasivas e desvios (”aliás" pra cá, ”aliás" pra lá) nas perguntas mais diretas sobre política. Pelo menos, ela respondeu (e bem!) à pergunta final sobre a balança comercial brasileira. 2- Só tinha lido um conto de Paul Auster e não tinha me impressionado. Agora, estou gostando muito deste seu livro, ”Invisivel": fluente e, o tempo todo, com observações e citações interessantes. E a história começa nos anos 60.
Ari Barroso é, simplesmente, um dos máximos, de qualquer época. Leio que o pesquisador Omar Jubran tem um projeto de caixa de CDs com 318 primeiras gravações com composições dele lançadas e que nenhuma instituição privada ou pública se habilita a realizá-lo. Puxa, tomara que se faça! Concordo com o autor que seria uma coisa perfeita para o MinC, já que Ari fez ”Aquarela do Brasil" (além de tudo mais, maravilhoso) , canção-emblemática para o nosso pais, tanto que, é conhecida (e muito mesmo!), internacionalmente, apenas, como ”Brazil".
Enquanto nos EUA há um novo projeto para proteger o direito intelectual dos ”designers de moda" (mesmo que por um tempo limitado) tramitando no Senado, aqui, leio opiniões e artigos de algumas pessoas (poucas, felizmente) relativisando e, de uma forma meio ambígua (cheio de ”razões sociais") desqualificando a própria existência de direitos intelectuais em geral. Tomara que este ”populismo" retrógado e ineficiente do ponto de vista econômico, não prevaleça na redação final deste projeto de mudanças, na lei, que o Minc está promovendo.