Hoje terminou a mini-temporada do "Trilhando” (no Sesc pompéia) que homenageou o cineasta Walter Lima Jr. Adorei participar, cantando, ao lado de Leila Pinheiro, um repertório (escolhido pelo diretor) que conheço desde a adolescência, canções de Tom Jobim, principalmente, além de Tonico e Tinoco e os Gershwin, e, além do mais, acompanhado pela ótima pequena orquestra de Roberto Sion. Valeu!
Ontem, um simpático motorista de taxi portenho, fã de música brasileira e de Martinho da Vila (especialmente), me perguntou o que queria dizer "você não passa de uma mulher". Não foi muito fácil explicar mas, finalmente, ele me disse que entendeu. Tudo por causa de um samba!
Nesta matéria da revista "Rolling Stone” do mês passado sobre as "100 melhores musicas brasileiras de todos os tempos”, em que há todos os acertos e erros (característicos desse tipo de "eleição”), o que me agradou mais foi a pequena lista particular de Marcelo Camelo, que inclui "Sons de carrilhões” de João Pernambuco, "Pra machucar meu coração” de Ari Barroso e "Vida loka (1 e 2) dos Racionais.
Quando um amigo de Borges lamentou que a mãe deste tivesse morrido aos 99 e não aos 100, o escritor lhe respondeu que via-se que seu amigo "era um aficionado do sistema decimal” (rs..). Bem, o nosso maravilhoso Lévi-Strauss, morto aos 100, com certeza também foi um brilhante e feliz "aficionado”. Salve!
Tenho acompanhado as peças que Zé Celso dirige no Oficina, desde a fundamental "O rei da vela”(1967). Até já colaborei, compondo para algumas delas mas, à cada nova montagem, como nesta "Cacilda”, continuo me surpreendendo com a magia, o frescor e a originalidade das encenações, mesmo quando parece que não vai acontecer mais nada. Salve!
Ontem vi, pela primeira vez, "L'Atalante”, o delumbrante filme de Jean Vigo, feito em 1934. Nele se percebe, até com mais clareza do que em "Zero de conduta”, porque este cineasta é considerado precursor da Nouvelle Vague. Que beleza! Agora vou ler "Jean Vigo”, o livro pioneiro de Paulo Emílio Sales Gomes.
Adoro os discos do Police (especialmente o excelente "Synchronicity”) e agora leio a auto-biografia de Sting, "Fora do Tom" ("Broken music”). Estou gostando muito, tem muita coisa interessante, mas se percebe nela o mesmo "verniz” (pretensamente artístico) que se ouve em seus discos da carreira solo.
Como todos os filmes de Carlos Saura, que têm como tema música e dança, este, "Fados” é muito bonito e nos toca particularmente por causa da língua. Ele sabe fazer isso: parece que se está vendo a música, de tanta concentração. Caetano e Chico estão ótimos e só sentí falta, na homenagem à Amalia Rodrigues, de um registro histórico dela própria cantando lindamente, como só ela sabia. E os pontos mais altos estão no canto de uma adolescente e noutro de uma senhora que canta com os olhos fechados. Muito bonito!
Adorei participar do projeto "Em torno do 4'33'' (de John Cage) dentro da "Rádio visual”, com curadoria de Lenora de Barros, na 7º Bienal do mercosul. Mais de duzentos artistas mandaram suas gravações-homenagem e quem quiser dar uma passadinha lá pra ouvir basta ir no link abaixo, clicar do lado direito da tela, e esperar um pouquinho que aparecerão, em ordem alfabética, o nome-link de todos os participantes. Numa primeira ouvida, de algumas destas gravações, entre tantas muito boas, me chamaram atenção a de Danni Roland e a de Rômulo Fróes.
Até ontem eu não conhecia este que é, provavelmente, o melhor registro em imagem e som ( e que som!) da arte de Billie Holiday. Ele foi descoberto no Youtube pelo Augusto de Campos, que passou para a nossa amiga em comum Maria Helena, que me mostrou.
Adorei "Bastardos inglórios”. Tarantino, além de cineasta nato, gosta e parece conhecer todos os filmes. O resultado é, como sempre, um show de cinema (e de sua história). Filme feito por um super cinéfilo para grandes platéias!
Fiz "Posseidon” em 2005, da outra vez que as "Tsunamis” varreram parte da Indonésia, associando-as ao deus grego, a partir de um poema "escolar” que Leo, meu filho, fez quando tinha 11 anos. Gravei este "rap-mitológico” em "O Rei da Cultura” e acho que ainda é oportuno, agora que "O terrífico” reacendeu sua fúria.
1- Leo, meu filho, ganhou a mostra competitiva do Festival da canção de São Luiz do Paraitinga. Confesso que, mesmo estando aqui em Sampa, fiquei nervoso (nas horas que antecederam a divulgação do resultado), muito mais de que se fosse eu mesmo concorrendo.
2- Ver Gilberto Gil, ontem, tocando violão o tempo todo, no show p'ra gravação de seu novo DVD, foi também rever, em ação, um dos verdadeiros mestres desse instrumento, na arte de "acompanhar” o canto. Disso podem dar prova também artistas como João Bosco, Moraes Moreira, Djavan, Chico César e tantos outros. Salve!
3- Estou lendo e gostando muito de " A grande história da evolução” (na trilha dos nossos ancestrais), livro de Richard Dawkins sobre esse assunto fascinante, que tanto me interessa, e que conheço pouco.
Fiz show ontem na Semana da Canção Brasileira de S. Luiz do Paraitinga, cidade que eu não conhecia e achei muitíssimo bonita e acolhedora. Uma platéia, majoritáriamente adolescente e agitada, no reverso da intenção temática desta "Semana” , pediu M. Jackson e Reggae e cantou comigo "Negro amor”, uma versão de canção de Dylan e "Clariô”, um dos primeiros reggaes (senão o primeiro) composto aqui no Brasil. Adorei!
1- Fui assistir ao show "Caixa de ódio”, de Arrigo Barnabé cantando Lupiscínio Rodrigues, na Casa de Francisca, e adorei. Num clima de Cabaret (tão apropriado) , cheio de sutilezas e referências, muito bem acompanhado por Paulo Braga, piano, e José Spíndola, violão e baixolão, Arrigo faz desfilar o repertório de Lupe com uma clareza vista e ouvida raramente. E outra peculiaridade no show é que neste, diferentemente de outros dele, Arrigo praticamente não toca, só canta, de pé, "interpretando”, fazendo comentários vocais e visuais.
2- Esta é, sem dúvidas, uma das melhores interpretações de Nara e, também, desta linda canção de Tom jobin e Dolores Duran